Grip Shift sumiu do mercado, mas ainda aparece no XC e nas bikes infantis

Descubra por que o Grip Shift ainda é usado na elite do Cross Country, o problema crônico nas bicicletas infantis e os riscos ergonômicos do sistema.


Grip Shift sumiu do mercado, mas ainda aparece no XC e nas bikes infantis

Se você começou a pedalar nos anos 90, com certeza lembra do Grip Shift. Aquele sistema rotativo integrado à manopla, onde você torcia o punho para trocar de marcha, era o padrão em quase todas as Mountain Bikes.

Com o tempo, o sistema de gatilho (Rapid Fire) dominou o mercado, e o Grip Shift foi relegado às bicicletas infantis e de supermercado. Mas se você procurar com atenção nos classificados do BazarBikes, encontrará bicicletas de altíssimo rendimento (e preço) equipadas com versões modernas do Grip Shift. Por que esse sistema sobreviveu?

A vantagem da varredura total

A maior limitação de qualquer trocador de gatilho é o curso da alavanca. Você só consegue subir ou descer um número limitado de marchas por vez. Se você estiver descendo a 40 km/h e de repente se deparar com uma parede de terra, precisará apertar a alavanca várias vezes desesperadamente para encontrar uma marcha leve.

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O Grip Shift não tem essa limitação. Como o mecanismo é rotativo, você pode girar o punho de uma ponta à outra do cassete em uma fração de segundo. Você pode descer 12 marchas de uma vez só com um único movimento do pulso. Para pilotos de Cross Country (XC) de elite, essa capacidade de adaptação instantânea ao terreno é uma vantagem tática brutal.

O pesadelo das bicicletas infantis

Apesar de brilhar no esporte de elite, o Grip Shift tem uma reputação terrível por causa das bicicletas infantis. A maioria das bicicletas aro 20" e 24" vem equipada com trocadores rotativos genéricos de baixíssima qualidade.

O problema é que as molas do câmbio traseiro são fortes, e as mãos das crianças são fracas. O atrito interno desses trocadores baratos, somado à sujeira nos cabos, torna quase impossível para uma criança de 7 anos girar a manopla para subir a marcha. Se você está comprando uma bicicleta usada para o seu filho, teste o Grip Shift. Se estiver duro para você, será impossível para ele. Nesses casos, trocar por um sistema de gatilho simples (como um Shimano Tourney TX) muda a vida da criança.

A ergonomia divisiva

O Grip Shift moderno (como o SRAM XX1 Eagle) é uma peça de engenharia fantástica, rodando sobre rolamentos selados para garantir trocas suaves como seda. No entanto, ele exige um compromisso ergonômico.

Como o trocador ocupa parte do espaço da manopla, você precisa usar manoplas mais curtas. Além disso, em descidas muito técnicas onde você precisa segurar o guidão com força máxima, existe o risco de "torcer" o punho acidentalmente e trocar de marcha no meio de um salto (o que pode causar um acidente grave). É por isso que você nunca verá um Grip Shift em uma bicicleta de Downhill ou Enduro.

Veredito: Para quem é?

Se você está montando uma bicicleta de Cross Country ultraleve para competições, ou uma bicicleta urbana onde a simplicidade visual do guidão é importante, um Grip Shift de alta qualidade é uma escolha fantástica. Mas fuja das versões baratas de plástico, especialmente em bicicletas infantis.

Perguntas relacionadas

Separamos algumas dúvidas comuns

  • A compatibilidade é crucial. Antes de comprar, verifique os padrões da sua bike (ex: diâmetro do canote, tipo de movimento central, espaçamento dos cubos). Leia atentamente a descrição do anúncio e não hesite em perguntar as medidas exatas e o modelo específico da peça ao vendedor pelo chat.

  • No Bazar Bikes você encontra ambas. Os vendedores devem especificar o estado da peça no anúncio: 'Nova' (nunca usada), 'Seminova' (pouco uso) ou 'Usada'. Sempre verifique as fotos para avaliar o desgaste real do componente.

  • Depende do estado. Peças de relação usadas podem não 'casar' bem com peças novas na sua bike. Se for comprar, peça fotos detalhadas dos dentes do cassete/coroas e pergunte a quilometragem aproximada. Para itens de segurança, como pastilhas de freio, recomendamos preferir itens novos.

  • Peças originais costumam ter logotipos, códigos de série e acabamento superior. Peça fotos detalhadas ao vendedor e verifique se há marcações do fabricante. Peças genéricas podem ser mais baratas, mas podem ter menor durabilidade.

Pedro Godoy
Pedro Godoy
Ciclista, desenvolvedor e fundador do BazarBikes. Acredito que tecnologia é uma poderosa ferramenta para fortalecer a comunidade e o mercado do ciclismo no Brasil. LinkedIn

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