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Perguntas relacionadas

Separamos algumas dúvidas comuns

  • Quadros em Cr-Mo (Cromoly) são mais leves e muito mais resistentes a impactos, ideais para manobras pesadas. O Aço Hi-Ten é comum em modelos de entrada e é mais pesado.

  • Sim, desde que o quadro não tenha fissuras ou soldas caseiras. Verifique sempre se há folgas no movimento central e na direção antes de fechar o negócio.

  • O tamanho é medido pelo 'Top Tube' (tubo superior) em polegadas. Para adultos, o padrão costuma ser entre 20.5" e 21". Pilotos menores ou iniciantes podem preferir quadros mais curtos.

  • Pegs são as pedaleiras laterais para deslizar em corrimãos. Nem toda BMX vem com eles; verifique se os eixos das rodas são compatíveis (geralmente 14mm na traseira) se pretender instalá-los.

  • Muitos pilotos de BMX usam a bike 'brakeless' (sem freios) por estilo. Se você for iniciante ou andar na rua, recomendamos comprar uma que possua freio traseiro (U-brake) instalado.

  • Não é recomendado. A BMX é projetada para manobras e explosão. O selim baixo e a marcha única tornam deslocamentos longos muito cansativos.

  • Freestyle prioriza manobras, saltos e resistência do quadro (aro 20). Race é mais leve, com pneus finos e geometria voltada à velocidade em pistas (aro 20 ou 24). Confirme o estilo do anúncio antes de comprar.

  • Segure o quadro e balance as pedaleiras lateralmente. Não deve haver folga perceptível. Ruídos ou resistência ao girar indicam rolamentos ou eixo desgastados — reparo comum em bikes muito usadas em skateparks.

Guia Técnico e Manual de Compra para BMX

Para te ajudar a encontrar o melhor produto.

Para o ciclista que busca a expressão máxima em duas rodas, a BMX não é apenas uma bicicleta, é uma extensão do corpo. Diferente de qualquer outra modalidade, a BMX transcende o simples ato de pedalar, focando na interação com o ambiente, seja ele uma pista de race, um corrimão na rua ou uma rampa de terra. Entender a fundo a máquina por trás da manobra é o primeiro passo para evoluir com segurança e estilo, seja você um adolescente começando a se aventurar ou um piloto experiente buscando o limite.

BMX de Entrada vs. BMX Pro: Qual o seu Nível?

Antes de mergulhar nos detalhes técnicos, é crucial entender a diferença fundamental entre uma BMX completa, ideal para iniciantes e adolescentes, e uma BMX Pro, montada peça por peça por ciclistas experientes.

  • BMX de Entrada (Tradicional): São bicicletas completas, prontas para o uso, geralmente encontradas em lojas. Elas são projetadas para serem robustas e acessíveis, ideais para quem está começando a aprender as primeiras manobras como o bunnyhop ou a andar em uma pista de skate. O quadro e os componentes são majoritariamente feitos de Aço Hi-Ten (High-Tensile), uma liga de aço carbono mais barata e pesada, mas que aguenta o tranco inicial. É a porta de entrada perfeita para o universo BMX sem exigir um grande investimento.
  • BMX Pro (Custom): Aqui, a bicicleta é uma tela em branco. O ciclista experiente compra um quadro de 4130 Cr-Mo (Cromolibdênio) com a geometria exata para seu estilo e altura, e então escolhe cada um dos componentes separadamente — garfo, guidão, pedivela, cubos, aros — para criar uma máquina perfeitamente ajustada ao seu rolê. O investimento é maior, mas o resultado é uma bicicleta mais leve, muito mais resistente e com um comportamento previsível em manobras de alto nível.

Aço Hi-Ten vs. 4130 Cr-Mo: A Batalha dos Materiais

A escolha do material do quadro, garfo e guidão é a decisão mais crítica. Para o ciclista que já está mandando manobras de impacto, um quadro Hi-Ten tende a deformar ou trincar com o tempo. É aí que o Cromolibdênio se torna essencial.

4130 Cr-Mo (Cromolibdênio): Este é o padrão-ouro para o BMX Freestyle. O 4130 é uma liga de aço que contém cromo e molibdênio, resultando em uma relação resistência-peso significativamente superior ao Hi-Ten. Isso permite que os fabricantes usem tubos com paredes mais finas (processo conhecido como butting), criando quadros e componentes que são ao mesmo tempo mais leves e muito mais resistentes a impactos e torções. Quadros, garfos e guidões feitos em 100% 4130 Cr-Mo, muitas vezes com tratamento térmico (heat-treating) pós-solda, oferecem a confiança necessária para o próximo nível.

Geometria do Quadro: A Ciência por Trás da Agilidade

  • Milímetros e graus fazem toda a diferença no comportamento de uma BMX. Um ciclista experiente escolhe a geometria do quadro com a mesma precisão que um piloto de corrida ajusta a suspensão do carro. Os quatro ângulos e medidas mais importantes são:
  • Ângulo da Caixa de Direção (Head Tube Angle): Geralmente entre 74° e 75.5°. Um ângulo mais “em pé” (ex: 75.5°) torna a direção mais rápida e responsiva, ideal para manobras de frente como nose manuals, sendo uma preferência para o Street e o Park. Um ângulo mais “deitado” (ex: 74.5°) oferece mais estabilidade em altas velocidades, favorecendo o Trails (Dirt Jump).
  • Comprimento da Traseira (Chainstay Length): Medido em polegadas, geralmente entre 12.75″ e 13.75″. Uma traseira mais curta (ex: 12.75″) torna a bicicleta extremamente ágil para girar e mais fácil para “chamar” no manual ou bunnyhop, uma característica desejada no Street e Flatland. Uma traseira mais longa (ex: 13.5″) proporciona mais estabilidade no ar e em altas velocidades, sendo a escolha para o Trails e Park.
  • Altura do Movimento Central (Bottom Bracket Height): Um movimento central mais alto (ex: 11.8″) deixa a bike mais “arisca” e responsiva, enquanto um mais baixo (ex: 11.5″) aumenta a estabilidade. A escolha aqui é um balanço fino entre agilidade e controle.
  • Altura do Canote (Standover Height): Um standover mais baixo facilita manobras que passam a perna por cima do quadro, como o tailwhip, enquanto um mais alto permite prender melhor o quadro com os joelhos em aéreos, sendo mais comum no Trails.

Componentes-Chave para o Próximo Nível

Cubo Cassete vs. Freecoaster: O cubo cassete (cassette) engata assim que você pedala para frente, oferecendo resposta imediata, ideal para o Race e Trails. O freecoaster, por outro lado, permite que você ande para trás (fakie) sem que os pedais girem junto, uma característica essencial para muitas manobras de Street e Flatland.

  1. Relação Coroa/Pinhão: A relação clássica 25/9 (coroa de 25 dentes, pinhão de 9) é o padrão para Freestyle, oferecendo um bom equilíbrio entre aceleração e velocidade final. Relações menores, como 23/8, podem ser usadas para ganhar mais espaço livre em manobras de grind.
  2. Pegs (Pinos ou Pedaleira): Para o Street, os pegs (pedaleira) são essenciais. A escolha entre pegs de aço (mais duráveis) ou de plástico (deslizam melhor em superfícies como alumínio e não danificam as bordas) depende do estilo do rolê. Muitos pilotos usam pegs de plástico sobre uma alma de aço ou alumínio, combinando o melhor dos dois mundos.
  3. Freios: Com ou Sem? A cultura brakeless (sem freios) é forte no Street, forçando o ciclista a usar o pé no pneu para parar e promovendo um estilo mais fluido. No entanto, para Park, Vert e principalmente Trails, os freios são uma ferramenta de controle indispensável. A escolha de usar ou não freios (e qual tipo, como o U-Brake) é uma das decisões mais pessoais e que mais definem o estilo de um piloto de BMX.

Ao analisar uma BMX usada, o foco do ciclista experiente deve ser a integridade do quadro (procurando por trincas e amassados, especialmente perto da caixa de direção), a qualidade dos rolamentos (selados são obrigatórios para quem anda forte) e se a geometria e os componentes-chave (cubo, relação, material) se alinham com seu estilo de pilotagem e seus objetivos de evolução desejado. Para o adolescente ou iniciante, o mais importante é verificar o estado geral da bicicleta, o funcionamento dos freios e se o tamanho do quadro é adequado para sua altura, garantindo uma primeira experiência segura e divertida.