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Com uma transmissão Shimano Sora 2x9V, pneus Schwalbe G-ONE 700*40c, selim Selle Royal Essenza e guidão flare.
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Separamos algumas dúvidas comuns
Qual a diferença entre uma bike de Triathlon (TT) e uma Speed comum?
A bike de TT tem uma geometria com o ângulo do tubo do selim mais vertical, posicionando o atleta mais à frente para facilitar a transição para a corrida e melhorar a aerodinâmica.
Posso usar uma bike de Triathlon em pelotões de estrada?
Geralmente não é permitido por segurança, pois as manetes de freio ficam longe das mãos quando você está apoiado nos clips (aerobars), dificultando reações rápidas.
O que verificar nos clips (aerobars) de uma bike usada?
Verifique se as espumas estão boas e se os parafusos de ajuste de largura e altura não estão espanados ou oxidados pelo suor do atleta anterior.
Rodas fechadas (disco) valem a pena?
Elas são excelentes para provas planas e sem vento lateral forte, oferecendo grande ganho aerodinâmico. Verifique se o cubo da roda de disco está girando macio e sem folgas.
Como higienizar uma bike de Triathlon usada?
Atletas de Tri costumam 'vazar' hidratação e suor na bike, o que causa corrosão. Verifique o estado dos parafusos da mesa e do movimento central em busca de oxidação escondida.
Bikes de Triathlon são confortáveis para pedais longos?
Elas são projetadas para performance aerodinâmica. O conforto vem de um 'bike fit' perfeito. Se a bike não for do seu tamanho exato, pedalar 90km ou 180km nela será um desafio.
Guia Técnico e Manual de Compra para Triathlon
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A bicicleta de triathlon, ou Time Trial (TT), é uma máquina construída com um único propósito: cortar o vento da forma mais eficiente possível. Para o triatleta, cada watt economizado na etapa de ciclismo se traduz em mais energia para a corrida. Entender as diferenças fundamentais entre uma bike de TT e uma de estrada (speed) é o primeiro passo para fazer um investimento inteligente e ganhar preciosos minutos no seu tempo final.
Geometria Agressiva: O Ângulo que Define a Posição
A principal diferença entre uma bike de triathlon e uma de estrada está na geometria do quadro, especificamente no ângulo do tubo do selim (seat tube angle). Em uma bike de estrada, esse ângulo é mais relaxado, geralmente em torno de 73-74 graus. Em uma bike de TT, ele é muito mais vertical, variando de 76 a 80 graus. Mas o que isso significa na prática?
- Posição Avançada: Um ângulo de selim mais vertical empurra o ciclista para a frente, posicionando o quadril quase diretamente acima do movimento central. Isso tem dois efeitos principais: primeiro, relaxa os músculos isquiotibiais (posteriores da coxa), que são cruciais para a corrida que vem a seguir; segundo, permite que o tronco do ciclista fique mais baixo e horizontal, diminuindo drasticamente o arrasto aerodinâmico.
- Estabilidade vs. Agilidade: Essa geometria agressiva torna a bike de TT extremamente estável em linha reta, mas menos ágil em curvas fechadas ou subidas íngremes quando comparada a uma bike de estrada. É uma máquina feita para manter uma velocidade alta e constante em percursos planos ou com pouca variação de relevo.
O Cockpit: Controle e Aerodinâmica
O conjunto de guidão de uma bike de TT, conhecido como cockpit, é sua assinatura visual e funcional. Ele é composto por duas partes principais:
- Base Bar: É o guidão principal, mais reto e estreito que um guidão de estrada, onde ficam os manetes de freio. É usado em subidas, curvas ou para relaxar a posição.
- Aero Bars (Clip): São as extensões que se projetam para a frente, onde o ciclista apoia os antebraços em almofadas (arm pads) e segura as pontas. É nesta posição que o triatleta passa a maior parte do tempo, com os braços e o corpo formando uma silhueta compacta e aerodinâmica. Os trocadores de marcha geralmente ficam na ponta dos aero bars, permitindo a troca sem sair da posição.
Road com Clip vs. TT Dedicada: Uma Escolha de Performance
Para muitos triatletas iniciantes, a primeira opção é instalar um conjunto de aero bars (clip-on) em uma bicicleta de estrada. Embora seja uma solução válida e que oferece um ganho aerodinâmico, ela é um meio-termo. Ao colocar um clip em uma bike de estrada, o ciclista fica esticado demais, pois a geometria do quadro não foi projetada para essa posição avançada. O resultado é um desconforto nos ombros e na lombar, e uma perda de potência.
Uma bike de TT dedicada, por outro lado, é construída em torno da posição aero. O quadro é mais curto, o ângulo do selim é mais vertical e todo o conjunto é otimizado para que o ciclista consiga sustentar a posição mais aerodinâmica possível com conforto e máxima eficiência na pedalada.
Regras da UCI: Por que uma Bike de TT não é uma Bike de Estrada?
É importante notar que as bicicletas de triathlon, em sua maioria, não são permitidas em competições de ciclismo de estrada sancionadas pela UCI (União Ciclística Internacional). As regras da UCI impõem limites estritos na geometria e no design dos quadros e componentes, visando manter um certo tradicionalismo e nivelar a competição. As bikes de TT, por outro lado, são projetadas com muito mais liberdade, focando exclusivamente na aerodinâmica, o que as torna ilegais para a maioria das provas de ciclismo de estrada, mas perfeitamente adequadas para o triathlon, onde as regras são mais permissivas.
Ao procurar uma bicicleta de triathlon usada, verifique se a geometria se adapta ao seu corpo (um bike fit é altamente recomendado), a integridade do quadro de carbono (procurando por fissuras) e o estado dos componentes específicos, como os apoios de braço e os trocadores de marcha do clip. Uma bike de TT bem ajustada é a arma definitiva para conquistar a segunda etapa do triathlon.
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